Sobre

Saiba mais sobre o MAV

Missão

O Museu de Artes Visuais da Unicamp é uma instituição pública, de caráter permanente, que tem como missão a exposição, conservação, proteção, valorização e ampliação de seu acervo museológico, arquivístico e bibliográfico, de forma a possibilitar a promoção e difusão da educação, pesquisa e do conhecimento em artes visuais. Tem como acervo inicial um conjunto de cerca de 1.000 obras, que foram doadas pelo Instituto de Artes da Unicamp em 2009.

Objetivos

Como objetivos institucionais, o MAV/UNICAMP deve promover o intercâmbio artístico, cultural e científico com instituições afins do Brasil e do exterior e propiciar condições para o desenvolvimento de atividades diversas de criação, ensino, pesquisa e extensão, incentivando em especial projetos de caráter contemporâneo.

Instalações

O MAV será locado no campus Barão Geraldo da Unicamp, na esquina das ruas Bertrand Russell com Claudio Abramo. Em sua primeira etapa de construção, suas instalações contemplam: duas galerias para exposições, salas para acervo técnico, manutenção e restauro, loja do museu, ateliê experimental, praça de esculturas, auditório de 150 lugares, café e administração. Programa organizado em 3.232 m2 de área coberta e 1.100m2 de área externa. Seu projeto também reserva 5.000 m2 para futura expansão.

As soluções adotadas seguem padrões internacionais recomendados aos museus de arte, e deverão, além de possibilitar a exposição, manutenção e proteção do acervo do MAV, proporcionar um local singular de convívio. Mais que um edifício-síntese, buscou-se a articulação de usos e espaços que intensificassem as possibilidades da arte e da cultura.

 

História do Museu

Conheça nossa História

Em agosto de 2006 o diretor do Instituto de Artes da Unicamp, José Roberto Zan, solicitou a inclusão do Museu Universitário de Arte/Unicamp no Cadastro Nacional de Museus, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), tomando por base o acervo da galeria de arte do Instituto de Artes, composto então de mais de 600 peças, entre pinturas, esculturas, objetos, gravuras e desenhos. Esta iniciativa visava possibilitar a captação de recursos por meio da Lei Rouanet para reforma e ampliação da área física da atual galeria, que ocupa 330,00 m² em edifício tombado pelo poder público (Prédio da Biblioteca Central César Lattes da Unicamp), sendo 220,00 m² reservados à sala de exposição. Almejava-se assim a melhoria das condições de conservação (reserva técnica) e apresentação do acervo. Buscava-se ainda, com este gesto, dar o primeiro passo para a transformação institucional da galeria em museu, o que possibilitaria a ampliação de seu corpo de funcionários e a implementação de uma política consistente de aquisições. Em maio de 2008, a professora Sara Pereira Lopes, então diretora do Instituto de Artes, assinou o termo de adesão ao Sistema Brasileiro de Museus – do Ministério da Cultura. Em setembro desse mesmo ano, consultou a Reitoria sobre a possibilidade de a galeria/museu ser transferida à responsabilidade da Universidade.

Em abril de 2009, dando prosseguimento a essas ações inaugurais, o Reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, designa um primeiro grupo de trabalho para analisar a proposta de criação do Museu de Artes e propor os fundamentos do projeto. Este grupo, presidido pelo professor Eduardo Guimarães, assessor especial do Reitor, era composto por docentes de diferentes unidades da Universidade – Claudia Valladão de Mattos, Flávio Ribeiro de Oliveira, Jorge Coli, Leandro Medrano, Marco do Valle, Marcos Tognon, Maria de Fátima Morethy Couto, Olga Von Simson -, bem como pela arquivista Neire do Rossio Martins, do SIARQ. Em março de 2010, este grupo encerrou suas atividades ao elaborar texto que apresentava as principais metas para implantação do museu.

Outra ação de suma importância neste processo foi a doação, sugerida pela Direção do Instituto de Artes e aprovada pela Congregação do Instituto em reunião de 1º de outubro de 2009, de todo o acervo da galeria, que somava então cerca de 1.000 obras, para a Reitoria da Universidade. Visava-se, com isto, que a Reitoria gerenciasse todo o processo de criação do Museu, pensando-se agora na construção de uma sede própria. Em abril de 2010, o Reitor da Unicamp, Fernando Costa, assinou portaria instituindo uma comissão para este fim.

Esta comissão gestora, composta pelos professores Maria de Fátima Morethy Couto (presidente), Marco Antonio Alves do Valle, Mauricius Martins Farina, Sylvia Helena Furegatti, Leandro Silva Medrano e Ana Angélica Albano, reuniu-se com regularidade até agosto de 2011. Entre outras tarefas, escolheu a identidade visual do museu, bem como sua denominação: Museu de Artes Visuais da Unicamp; definiu os eixos conceituais do MAV/Unicamp, explicando sua missão e principais objetivos; selecionou espaço físico próprio para o museu e aprovou seu projeto arquitetônico; organizou dois eventos distintos que contaram com a presença de profissionais que trabalham em museus, ou estudam seus acervos, suas exposições, seus espaços (Museus de Arte na Atualidade e Coleções e Museus de Arte); elaborou site inteiramente dedicado ao museu, no qual se encontram informações relevantes sobre seu processo de implantação. Em janeiro de 2012, o reitor da Unicamp, Prof. Fernando Costa, criou, por meio de portaria, o Museu de Artes Visuais da Unicamp, designando como Diretora e Diretora-Associada as professoras Maria de Fátima Morethy Couto e Ana Angélica Albano.

 

 

Acervo

Sobre nosso Acervo

Coleções

A coleção inaugural do Museu de artes visuais da Unicamp é formada por cerca de 1.000 obras, a maioria de caráter bidimensional, de alguns dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, como Renina Katz, Marcelo Grassmann, Hermelindo Fiaminghi, Hércules Barsotti e Anatol Wladislaw, e também contempla um número significativo de trabalhos de artistas que atuaram predominantemente em Campinas e na região, e cuja ação foi determinante para o fim do predomínio das tradições acadêmicas na cidade, no final dos anos 1950. Tais obras foram adquiridas ou incorporadas ao acervo por meio de doação ao longo dos mais de 20 anos de atuação da galeria de arte do Instituto de Artes/Unicamp.

O núcleo inicial do acervo da galeria foi constituído por obras de artistas locais contemporâneos (anos 1980), como Egas Francisco, Afrânio Montemurro, Berenice Toledo, Márcia Novaes, Marco do Valle, e de artistas que participaram do Grupo Vanguarda (Thomaz Perina, Raul Porto, Mário Bueno, Geraldo Jürgensen), que marcou a história da cidade por seu desejo de renovação artística e por suas ações em prol da difusão da arte abstrata. Essas primeiras obras foram doadas à galeria a partir de um projeto elaborado pelo professor Bernardo Caro, o qual organizou uma exposição coletiva em centro cultural de Campinas, intitulada Arcervo Unicamp 1984, e solicitou a doação de trabalhos para os artistas atuantes na região.

Desde então, várias foram as doações efetuadas por artistas que ali expuseram, destacando-se, em termos numéricos, a cessão, em 1990, de 55 trabalhos da série Jogos de dados pelo artista paulistano Geraldo de Barros, um dos fundadores do grupo concretista Ruptura, e a recente doação de 300 obras do pintor de origem polonesa Anatol Wladislaw, também integrante do grupo concreto no início dos anos 1950, feita pela viúva do artista. Embora jamais tenha tido uma política efetiva de aquisições, algumas ações puderam ser realizadas pelo conselho deliberativo da galeria, em diferentes momentos de sua história, com o objetivo de ampliação do acervo. Ressalte-se que o fato de ser uma galeria, e não um museu, dificultou o estabelecimento desta política de aquisições em termos institucionais, uma vez que a meta maior da galeria é a de promover eventos ligados às artes visuais e estabelecer intercâmbios culturais. Estas ações esporádicas resultaram na compra, em 2002, de um número significativo de trabalhos do artista campineiro Mário Bueno (1919-2001). A coleção compreende um total de 250 obras, incluindo 104 estudos, 21 pinturas a óleo e várias séries em papel, de diferentes fases de sua carreira (xilogravuras, desenhos a nanquim e acrílica sobre papel), sendo que a família de Bueno doou para a galeria várias obras e diversos documentos pessoais por ele conservados, tais como recortes de jornal e revistas sobre seu trabalho e sobre o movimento artístico em geral, catálogos de exposição, escritos inéditos, fotografias e livros. Outra compra marcante foi a da coleção Arruda, efetuada em 2007, composta por um total de 46 obras, a maioria de artistas campineiros do grupo Vanguarda. Nestes dois casos, talvez o fato de serem trabalhos de artistas de destaque na região tenha favorecido o processo de aquisição, uma vez que a Unicamp, por sua localização geográfica, tem relação especial com a  cidade de Campinas e seu entorno.

 

 

Diretoria

Quem Somos

Diretora

Profa. Dra. Sylvia Helena Furegatti - (IA)

Diretora Associada

Profa. Dra. Iara Lis Franco Schiavinatto - (IA)

Equipe

Ana Paula de Andrade
Flávia Carneiro Leão

 

 

Contato

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MAV - Museu de Artes Visuais da Unicamp

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